Como penso o atendimento
Não existe uma única maneira correta de fazer psicoterapia. Há abordagens, instrumentos e tradições diferentes. O que posso dizer, com clareza, é como organizei minha própria prática: uma clínica orientada pela experiência da pessoa — pelo modo como ela vive, descreve e sofre o que está acontecendo — com responsabilidade ética e fundamentação científica.
Isso significa que parto da sua fala antes de encaixar o sofrimento em categorias prontas. Diagnósticos, quando úteis, ajudam a organizar a compreensão; não substituem o encontro. Também não parto do princípio de que “tudo se resume ao cérebro” ou, no outro extremo, de que o corpo e a biologia não importam. O cuidado em saúde mental frequentemente se beneficia de articulações — inclusive, quando necessário, com a medicina — sem perder de vista a subjetividade.
Na sessão, busco uma escuta atenta e sem julgamento precipitado, sem impor de saída a minha pauta. Há perguntas, há hipóteses e há firmeza para que o processo não se disperse; o eixo, porém, permanece o que você traz. A relação terapêutica não é amizade, mas também não é um procedimento frio: é um espaço profissional em que a confiança torna possível falar do que pesa.
Minha formação — mestrado em Psicologia pela UFPR, especialização em Fenomenologia, Clínica e Saúde Mental, além de atuação em pesquisa e saúde mental — informa esse modo de trabalhar. O paciente não precisa dominar esses termos. O que importa, na prática, é um atendimento cuidadoso, claro quanto aos seus limites e sem promessas de cura rápida.
Se essa forma de compreender a clínica fizer sentido para você, a primeira consulta é o lugar para conversarmos — presencialmente em Curitiba ou online.